Relatório da PF aponta indícios de cobrança de propina por parte da suposta quadrilha comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral em obras emergenciais, contratadas após a tragédia na região Serrana.
Por: Nova Friburgo AM
Relatório da Polícia Federal aponta indícios de cobrança de propina por parte da suposta quadrilha comandada pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) em obras emergenciais, contratadas logo após a tragédia na região Serrana do Rio, em janeiro de 2011.
A suspeita surgiu a partir da análise sobre planilhas apreendidas na casa de José Orlando Rabello, apontado como operador do ex-secretário Hudson Braga.
Os dois estão presos, assim como o ex-governador, desde novembro após a deflagração da Operação Calicute.
De acordo com os papéis apreendidos, a propina cobrada chegava a 8% do valor total das obras emergenciais, dos quais Cabral, segundo a Polícia, ficava com a metade.
O Estado firmou contatos sem licitação de cerca de R$ 147 milhões com verbas do governo federal.
Segundo a PF, as planilhas sobre o programa de resposta a desastre indicam que 2% estavam destinados a "BSB".
A Polícia supõe se tratar alguém ligado ao governo federal à época, já que os recursos vieram parcialmente do Ministério da Integração. Nas planilhas encontradas sobre o programa, há a destinação de 2% para "BR".
Para a PF, trata-se "possivelmente algum político de nível nacional, ou diretório nacional do PMDB".

